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CELEBRAR

INTRODUÇÃO

Para sermos e nos sentirmos membros de um povo, precisamos celebrar. É o primeiro passo na construção da utopia porque, sem celebração, não há Povo.

É cada pessoa que celebra. Mas a celebração pede companhia, quer o grupo. E só é profundamente verdadeira quando consegue envolver todo o Povo celebrando a plenitude da Vida.

Em ações simbólicas muito nossas, o que celebramos é fundamentalmente a eucaristia, a cruz. É a cruz que torna possíveis os sonhos-desejos. Queremos até fazer os sonhos passados serem presentes para abrir o futuro.

1. O QUE É CELEBRAR

Primeiro vamos ver o que é celebrar. Costumamos ter uma tendência tão grande para tornar formal tudo que fazemos que, muitas vezes, acabamos estragando o que é melhor na vida. Uma das coisas que acabam ficando mais artificiais é o que chamamos de louvor, que, na realidade, consiste no estouro do celebrar, o espoucar de alguma coisa que vem lá de dentro. E celebrar, se o soubermos fazer de verdade, é uma dessas realidades que tornam mais gostosa a vida.

Celebrar é a alegria de poder repetir o que foi bom. Do mesmo jeito que gostamos de repetir um prato gostoso, também gostamos de repetir os grandes momentos da vida, pessoal ou comunitária, ou até mesmo histórica, que tiveram mais significado em nossa existência.

Através da celebração, o povo concretiza a utopia na festa. Pela celebração nós tiramos de dentro do inconsciente coletivo a consciência do povo que nós somos. E vamos festejando essa vida do povo no corpo e na alma que nós somos. O mundo da utopia é tirado de dentro do homem e de dentro do arquétipo que é o Filho de Deus feito homem. É uma colaboração pessoal e coletiva na redenção porque, através dela, vamos podendo incluir na própria vida, como pessoa e como povo, o outro. Um outro que são todos os outros, mas que, no fim é o próprio Cristo e, com ele, a Trindade. Quem celebra entra no futuro de Deus.

Etimologicamente, a palavra vem de uma raiz grega, "kele", que expressava, por exemplo, as marcas de proas de barcos nas margens de um rio. Depois passou a expressar as marcas de muitas pegadas no chão. Ora, quando há muitas marcas de barcos ou muitas pegadas em algum lugar é sinal que muita gente foi lá e, se todo mundo vai, é porque ali aconteceu alguma coisa boa. Daí, fica muito fácil entender que uma pessoa cujo nome é muito repetido no jornal fica "célebre".

É importante destacar dois aspectos da celebração: primeiro, ela faz reviver uma memória, alimentando de passado o presente e o futuro. Segundo: ela tem que envolver todo o corpo, porque nós não somos mente ou puros espíritos.

Pois é, celebrar é rezar transbordando alguma coisa boa lá de dentro. É rezar em atos vivos, repetindo o que foi bom com o corpo, com todo o corpo. Não bastam conceitos e nem mesmo sentimentos. É preciso agir, fazer entrar em ação um corpo atuante.

Clara não se esqueceu de ressaltar que o corpo tem que entrar na celebração da vontade de Deus: "Com que solicitude, então, com que zêlo da mente e do corpo devemos observar o que foi mandado por Deus e pelo nosso pai, para podermos restituir o talento multiplicado, com a colaboração do Senhor!" 1.

É nessa perspectiva que podemos entender os jejuns rigorosos de Francisco e Clara: eles não estavam massacrando as tentações mas tentando expressar corporalmente a vontade de Deus para eles, tentanto colaborar com Aquele que nos está criando de novo todos os dias de nossa vida. Não era um esforço para se livrar do corpo mas um esforço para permitir que o Espírito de Deus tomasse conta de todo o seu ser. Nós precisaríamos rever nesse sentido o que pensamos sobre a "ascese": um exercício para ajudar o corpo a viver o espírito, a história, a vida plena do povo.

Talvez não devêssemos falar do "nosso corpo" mas de um "eu, corpo". Temos que viver e amar esse corpo, vivendo uma harmonia interior que vai repercutir na harmonia com todo o mundo em que vivemos. Uma vida “espiritual” tem que incluir o cuidado com o corpo, o respeito pelo corpo, que tem que ser aquele "corpo espiritual" de que fala São Paulo, um corpo unificado e guiado pelo Espírito (Cfr. 1Cor 15,44).

Na celebração tomam parte todos os movimentos conscientes do corpo e mesmo um abraço ou um simples aperto de mãos devem ser vistos como celebração. Em nossa liturgia, ajoelhar-se, sentar-se, levantar-se, erguer as mãos, caminhar em procissão são grandes gestos celebrativos. Mas a vida do povo e mesmo as liturgias africanas, indígenas e orientais não se esquecem de um conjunto de gestos que é toda uma atitude de celebração: a dança.

2. CELEBRAÇÃO PESSOAL

Toda celebração é, antes de tudo, um ato pessoal. É cada um que acha uma coisa gostosa e fica com vontade de repetir. É cada um que repete um gesto mesmo quando lhe falta um elemento essencial para saborear o que foi bom. Estalar a língua já parece tão bom como ter na boca o que foi gostoso.

Uma criança pode passar até muito tempo sozinha, brincando, por exemplo, de cuidar de uma casinha. Está celebrando o que viu a mãe fazer e está aprendendo a viver. Também pode vestir roupas e calçar sapatos dos mais velhos para "brincar", mesmo que não tenha companhia. Na realidade, está celebrando a vida. Mesmo crescidos, podemos celebrar a vida sozinhos, vestindo outra roupa, dançando, cantando ou batendo palmas. Repetindo passos, de uma maneira lúdica, damos passos adiante em nossa vida. E vivemos não só na cabeça mas no corpo, na alma, em tudo.

Nosso povo católico ocidental conseguiu manter-se relativamente uno não só por causa de uma forte centralização da liderança mas também - e com que força! - por ter celebrado uma liturgia comunitária e mundial através de tantos séculos. Nossas celebrações não são tão vivas, envolventes e populares quanto as africanas, mas nunca deixaram de ser verdadeiras. O que nos falta, e muito, é a capacidade de celebrar também sozinhos. E é bom não esquecer de que toda vida comunitária é basicamente composta da união de muitos indivíduos, valendo pela contribuição de cada um.

Tanto Francisco como Clara escreveram Testamentos espirituais em que consignaram a memória da graça de Deus em suas vidas. São celebrações pessoais. Para Clara, Jesus é aquele "cuja lembrança ilumina suavemente" 2. Se ela manda olhar o espelho, é  considerando a sua história e o que Jesus Crucificado fez por nós.

De São Francisco lemos que "possuia Jesus de muitos modos: levava sempre Jesus no coração, Jesus na boca, Jesus nos ouvidos, Jesus nos olhos, Jesus nas mãos, Jesus em todos os membros" 3. Devia ser por isso que dançava, cantava e chorava nos bosques, tocava violino com dois galhos secos, fazia bonecos de neve para conversar com as suas "tentações". Com ele, temos que reaprender a fazer todos esses gestos simbólicos pessoais que nos devolvam toda a consciência de nosso corpo, que nos façam descer a vida da cabeça intelectualizada para o coração, o estômago, as pernas, as mãos e o corpo todo.

Toda verdadeira celebração é, antes de tudo, uma celebração pessoal e silenciosa, mesmo que a gente grite na solidão de um bosque ou do quarto. Toda verdadeira celebração é antes de tudo muito pessoal, porque tem que ir arrancando os tesouros do inconsciente e transformando-os em gestos concretos, conscientes e vivos, para nos dar a plenitude da pessoa.

Também um bom "exame de consciência" pode ser uma excelente celebração pessoal, festejando tudo que Deus nos fez viver naquele dia e sentindo qual foi a parte da nossa contribuição pessoal. Será muito importante tentar unir essa celebração memorial diária com a celebração da comunidade e do Povo. Como é que eu estou vivendo a história da Salvação realizada pela Cruz de Cristo. Deus está construindo a utopia: como é que Ele me faz participar? Em que eu participo de fato?

Não deixa de ser interessante a atitude das religiões afro-brasileiras, em que as pessoas falam de "dar comida ao santo" quando se referem a todo um conjunto de celebrações pessoais que alguém executa para viver em plenitude o orixá ou espírito de que se crê possuído.                                                                      

3. CELEBRAÇÃO COMUM

Mas um dos aspectos mais interessantes da celebração está justamente na companhia para festejar. Porque um coração que transborda sente necessidade de outro coração para se comunicar. E, muitas vezes, quanto mais numerosos os parceiros, melhor. Nas celebrações em comum temos a oportunidade de incluir os sonhos dos outros em nosso corpo e em nossa alma, deixando que eles façam o mesmo com os nossos sonhos. É desse jeito que a cruz do entrechoque de sonhos vai se transformando em vida da comunidade.

Uma das primeiras celebrações comuns deve ter sido o cortejo, a procissão: uma porção de pessoas juntas, caminhando. Caminhando com gestos simbólicos. Desses, um dos mais antigos deve ter sido o passo cadenciado. Na mais antiga tradição grega e romana dá para identificar cadências em que todos batiam juntos os pés a cada três passos, no que chamavam de "trium-pe", que deu a nossa palavra triunfo. Mas "pompa" pode ter vindo da mesma raiz.

Na vida de Clara de Assis lemos que, para rezar pedindo que Deus livrassse a cidade de Assis de seus inimigos, reuniu as irmãs, fez com que todas tirassem os véus e derramassem cinzas nas cabeças tosadas, num grande gesto de humildade coletiva. Francisco tinha dado o exemplo disso quando, diante das irmãs boquiabertas no seu coro, fez uma pregação simbólica em que, sem dizer palavra, derramou cinzas na cabeça e ao redor do seu corpo. Mas ele já tinha feito outra pregação do silêncio percorrendo a cidade com um companheiro, calados os dois. João Batista fez os convertidos à sua pregação de penitência executarem gestos simbólicos públicos, despindo-se, mergulhando no Jordão, saindo redivivos para o Reino.

Creio que podemos ver um excelente exemplo de celebração comunitária no próprio episódio da fuga de Clara de sua casa para ir se consagrar a Deus na Porciúncula. Francisco recomendou que ela pusesse seus melhores vestidos e deve ter organizado toda a recepção noturna dos frades com tochas, o ingresso na igreja, o corte de cabelos, o despojamento da roupa secular e de festa. Tudo isso eram elementos do cerimonial da recepção das virgens, publicado pouco antes daquela data.

Da mesma forma, é impressionante assistir todas a movimentação simbólica, gestual, corporal, dos ritos africanos e também redescobrir o significado profundo de mil pequenos gestos esquecidos de nossa liturgia católica. Estamos precisando redescobrir como os próprios foguetórios festivos, as salvas de canhão, os repiques de sino e a solenidade das bandas, além das procissões e dos cortejos populares, são celebrações comunitárias. Nossa vida subsiste porque, apesar de tudo, não matamos todos os usos e costumes que estamos repetindo como povo há séculos, talvez há milênios.

Também as festas de aniversário, natalício ou de outros acontecimentos, são celebrações comunitárias de um fato passado que todo o grupo valoriza. Aliás, toda oração e toda intercessão são memórias, isto é, celebrações. Talvez seja bom recordar que São Francisco deu imenso valor aos pedidos de prece de intercessão e seus biógrafos lembram até um episódio em que ele apeou da montaria embaixo de chuva quando lembrou que alguém lhe havia pedido para rezar por uma sua intenção.

 4. CELEBRAÇÃO DE UM POVO

Celebramos em comum o que é comum, com as pessoas com quem achamos que temos mais em comum. Celebramos como povo o que temos em comum como povo: especialmente os grandes acontecimentos que fizeram de nós um povo. Celebrar como povo chega a ser um dever, uma "obra pública" ou, como se dizia isso no tempo dos gregos, uma "liturgia". É bom entendermos mais dessa palavra.

Para os hebreus, a grande celebração era a Páscoa, que comemorava a sua própria constituição como Povo, quando Deus os libertou do Egito e os conduziu pelo Êxodo até a Terra Prometida. Eles se mantiveram como povo através dos séculos porque nunca deixaram de celebrar aquele grande êxodo do Egito, encontrando nele o sentido para todos os outros êxodos que tiveram que viver através da história.

Para os cristãos, o acontecimento fundante também é a Páscoa, quando Deus remiu o Povo através da morte do seu Filho feito homem, completada pela manifestação da vinda do Espírito em Pentecostes. Todos os domingos celebramos a Páscoa e essa contínua passagem ou êxodo da morte para a vida tem que dar sentido a tudo que vai acontecendo em nossa vida como povo.

Mas não podemos esquecer as celebrações cívicas: o descobrimento, a independência, libertação dos escravos... são acontecimentos que nos marcam como povo. Podemos até discordar de alguns elementos desses fatos, pois podem ter sido distorcidos pelos poderosos. Mas celebrar inclui inclusive corrigir o que tem que ser corrigido.

Celebrar é uma herança. Tanto no sentido de que nossos antepassados já celebravam o que nós estamos celebrando hoje como no sentido de que estamos construindo o futuro de nosso povo. Para celebrar, é preciso nutrir a memória. Principalmente com as leituras bíblicas, mas com todas as outras leituras ou narrativas que nos contem as raízes históricas do Povo. Muitos de nossos problemas de desenraizamento podem estar ligados ao fato de enchermos a memória com os fatos inconsistentes que nos são dados pelos meios de comunicação social em vez de nos alimentarmos dos fatos fundantes e de sua celebração para que a história continue.

Para os gregos, uma das grandes liturgias era o teatro, cujas temporadas ocupavam três dias inteiros, e a que nenhum cidadão podia faltar, recebendo até ajuda do governo. Hoje em dia, nós falamos em "festas cívicas", como o dia da independência e outras datas pátrias. São coisas que, habitualmente, deixamos para os escolares e os soldados, como se só eles precisassem ser povo.

Mas essas celebrações populares transbordam também para o carnaval e as festas juninas, para os festivais de verão, de inverno, ou de primavera, para ocasiões em que temos comidas típicas como no Natal, na Páscoa, em Feiras das Nações. Ainda temos como folclore uma porção de celebrações populares dos índios e dos negros que, para uma parte pelo menos, de nossa gente, está ajudando na constituição de um povo.

É uma pena que, em geral, não saibamos enxergar como a liturgia eucarística, liturgia da cruz, celebração do ágape fraterno, constrói o nosso povo como cristão. Ou, mal usada, deixa de construir. Nós temos que festejar como povo cristão a ação de graças, as dores, as alegrias, as transformações que nos estão conduzindo para ser o povo definitivo na plenitude dos tempos. Por isso, também é muito importante que celebremos, como pessoas e como grupos, tudo que nos parece “diferente” e que tantas vezes deixamos de aceitar.

5. CELEBRAÇÃO DA VIDA PLENA

Uma das funções especiais do Espírito de Deus é a de refrescar a nossa memória. Em todas as celebrações, mesmo nas mais singelas comemorações pessoais, festejamos a alegria de viver. Precisamos ter consciência da vida para celebrar. Mas a celebração chega ao máximo quando descobrimos que nos foi dada uma vida absolutamente repleta de todos os bens, uma vida em plenitude.

Para os cristãos, a celebração da vida em plenitude chama-se Eucaristia, uma especial festa de "Ação de Graças". Nela nós celebramos o grande ato em que o próprio Deus morreu para que tivéssemos vida. É uma celebração da morte de Deus porque é uma celebração da nossa Vida, uma vida nova para sempre.

Francisco e Clara puseram toda sua vida nas celebrações eucarísticas e ajudaram a dar um espírito renovado ao seu valor. Suas vidas e seus

escritos demonstram-no à saciedade e, apenas a título de exemplo, recordo esta passagem de Celano:

"Ardia com o fervor do mais profundo de todo o seu ser para com o sacramento do Corpo do Senhor... Como tinha toda reverência para com aquilo que se deve reverenciar, oferecia o sacrifício de todos os seus membros e, recebendo o Cordeiro imolado, imolava o seu espírito com aquele fogo que sempre ardia no altar de seu coração" 4.

Essa celebração nunca vai ser completa enquanto não aprendermos a celebrar as falhas da vida plena: enxergando o que nos falta não só dentro da perspectiva estreita de mesquinhos planos pessoais mas na amplitude de tudo que mal imaginamos que Deus está querendo que vivamos em seu infinito amor por nós. Assim, temos que aprender a celebrar não só a alegria, mas também todas as fases da dor que está sendo vencida, que está virando alegria aos pouquinhos. Não basta celebrar a abundância, é preciso celebrar também a carência: uma ajuda a entender a outra e é a carência que dá o verdadeiro valor à abundância.

Celebrar a vida plena é também redescobrir o prazer de brincar, de viver o lazer, de preparar-se para o Banquete eterno na companhia de Deus e dos irmãos. Jesus mesmo disse que só tomaria vinho outra vez nessa festa eterna que ia preparar.

CONCLUSÃO

São os olhos da contemplação que nos permitem ver no presente da celebração a força passada e perene da cruz e sua capacidade de construir o futuro.

Toda a parte da oração que é feita sem o uso de palavras, sem a reflexão de idéias, simplesmente através dos movimentos do corpo, também pode ser considerada contemplação. Transporta para o inexprimível.

A expressão corporal comunitária constroi o povo pela partilha do que foi descoberto com os olhos do espírito.

PRÁTICAS

Procure um ambiente calmo e solitário e procure celebrar a Deus pelo dia que você viveu: sem palavras, sem pensamentos, só com movimentos do corpo.

Lembre que o seu grupo de vida tem que caminhar para ser povo. Que é que você acha que ele deveria celebrar?

Repense como tem sido a sua participação pessoal nas celebrações do povo: missas, peregrinações, festas, passeatas... tudo que lembrar.

ORAÇÃO

No vosso altar, Senhor, venho trazer toda morte que me atingiu por toda parte onde passei. A violência que abateu o pai de família e a miséria que matou a criança lá na parte mais pobre do meu bairro. A destruição da guerra, que chegou pelo noticiário. Mas também todas as outras mortes mais sutis e disfarçadas que tornam tão reduzida a vida das pessoas. Quero usar a vossa morte redentora e transformar tudo isso em vida.

Venho trazer também as vidas trincadas e as chamas bruxoleantes. Quero restaurá-las na vossa morte de dois mil anos, que não cessa de transmitir plenitude. Tudo isso são pessoas querendo realizar os seus sonhos.

Trago também todas as dores: para serem aliviadas e curadas. Para serem portadoras de bem-estar, de saúde, e mesmo de prazer, sempre que for possível.

E trago todas as alegrias e todas as festas. Elas são as flores que coloriram o mundo e embalsamaram o ar quando a vossa Cruz nos devolveu a salvação.

Eu vos louvo, Senhor, com todo o meu ser, porque estou assistindo a salvação que nasceu da Cruz e tenho a alegria infinita de poder tomar parte nela, sem cessar.

NOTAS

1 Testamento de Santa Clara 18. Fontes Clarianas p. 191.

2 Quarta Carta a Inês de Praga 12. Fontes Clarianas p. 211.

3 Primeira Celano 115. Vozes p. 263.

4 Segunda Celano 201. Vozes p. 429.