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OS SONHOS

E O MUNDO INTERIOR

INTRODUÇÃO

Uma boa maneira de entrar em contacto com a interioridade está ao alcance de todos: prestar atenção aos sonhos. Vamos estudar os sonhos na Bíblia e na tradição, tentando mostrar seu valor.

Daremos também alguns princípios e sugestões para quem quiser aproveitar seus sonhos e trabalhar na interioridade.

Neste capítulo, falamos dos sonhos que uma pessoa tem quando dorme, mas eles são um modo excelente de ajudar a descobrir a fonte de todo desejo e de todo sonho acordado e uma ótima maneira de entrar em contacto com a própria linguagem simbólica.

1. A DESCOBERTA DOS SONHOS

Partindo do princípio de que contemplar é olhar (e escutar, sentir, etc.) Deus com amor, acolhedoramente - e também ter consciência de que "nele vivemos, nos movemos, e somos" (At 17,28) - penso que os sonhos são uma realidade importante de nosso interior que precisa ser considerada pelos que querem viver a plenitude da união com Deus.

Propôr esse assunto pode parecer até estranho, dentro da mentalidade racionalista que vivemos hoje em dia, principalmente nos ambientes da mais refinada "cultura ocidental". Mas não é absolutamente estranho para a Bíblia, para a vida dos santos e mesmo de outras personagens da história, e muito menos para o mundo da literatura e da arte em geral, ainda que deixássemos de lado o mundo cultural dos orientais, dos indígenas do ocidente e de todas as outras culturas.

Aliás, os sonhos constituem um valor absolutamente sério para os Santos Padres e para grande parte dos Doutores da Igreja. Como diz John Sanford, a Igreja deixou de dar atenção aos sonhos de seus filhos quando começou a se preocupar demais com a instituição1.

Vou tentar apresentar sucintamente o pensamento atual, leigo e teológico, sobre os sonhos. E também propôr exemplos e dar algumas orientações para quem quiser fazer melhor uso de seus sonhos.

2. OS SONHOS NA BÍBLIA

Na Bíblia, os sonhos são um meio bastante usado por Deus para se comunicar diretamente com as pessoas. Nela, isso é visto com naturalidade, refletindo as culturas antigas. Temos que ressaltar que diversos sonhos têm uma importância concreta na história bíblica, provocam fatos, entrelaçam-se com fatos, dão elementos para a revelação doutrinal.

José, filho de Jacó, é um dos mais famosos sonhadores e intérpretes. Começou sonhando com os feixes de trigo de seus irmãos, que veneravam o dele (Gn 37,5-8) e logo teve outro, em que o sol, a lua e onze estrelas o reverenciavam (Gn 37,9-11). Por causa disso, acabou vendido pelos irmãos e foi parar no Egito. Lá, na cadeia, interpretou o sonho do copeiro (Gn 40,9-15) e o do padeiro do palácio (Gn 40,16-20). Teve sucesso e foi chamado para interpretar outros sonhos, do Faraó (Gn 41,1-36). Com isso, acabou ganhando um cargo de administrador (Gn 41,40-57).

Abimelec foi avisado em sonhos para não se envolver com Sara, mulher de Abraão (Gn 20,2-18).

Gedeão tem uma interessante advertência a respeito de sua vitória sobre os amalecitas, ouvindo um sonho de um soldado inimigo e a sua interpretação (Jz 7,9-15).

De Daniel se diz que recebeu "o dom de interpretar visões e sonhos" (Dn 1,17). Foi ele quem interpretou o sonho de Nabucodonosor (Dn 2,1-30), salvando a sua vida e a do seu povo. Nabucodonosor conta outros sonhos (da árvore, do boi) e fala do valor de Daniel também mais adiante (Dn 4,1-30). O capítulo 5 do livro de Daniel conta como ele foi chamado pelo rei Baltazar, por sua fama de interpretador de sonhos, para decifrar as palavras escritas na parede. Mas os capítulos 7 a 12 de seu livro são consagrados inteirinhos a sonhos e visões.

Interessante é o caso do primeiro sonho de Nabucodonosor. O rei queria que lhe dissessem com quê tinha sonhado e qual a interpretação do sonho. Seus adivinhos oficiais falharam. Daniel, chamado, invocou a Deus e revelou o conteúdo e a interpretação do sonho. Referia-se a uma estátua de metal que simbolizava diversos e sucessivos reinos. John Sanford faz um estudo bastante interessante desse sonho2.

Em Jeremias (23,25-32), há uma violenta admoestação de Deus contra falsos profetas que apelam para sonhos, mas porque os inventavam. O Senhor diz: "O profeta que teve um sonho, que conte o sonho" (v.28) e "Estou contra os profetas - oráculo de Javé! - que sonham de mentira!" (v.32).

No livro de Joel, há um trecho muito conhecido e citado: "Depois disso derramarei o meu espírito sobre todos os viventes, e os filhos e filhas de vocês se tornarão profetas: entre vocês, os velhos terão sonhos e os jovens terão visões" (Joel 3,1).

Isaias (29,6-8) faz uma curiosa alusão aos sonhos falando dos povos que atacavam Jerusalém. Diz que sofrerão como quem sonha que está comendo e bebendo mas acorda com fome e sede.

Jó (7,14) refere-se a sonhos em que Deus o espanta, a pesadelos em que o aterroriza. Em 20,8 também se refere ao homem injusto, que "se desfaz como um sonho, desaparece como uma visão noturna". Essa mesma idéia é repetida no Salmo 73,20: "Tu desprezas a imagem deles como um sonho ao despertar". Mas é o mesmo Jó quem tem uma das melhores sínteses sobre o valor dos sonhos:

"Como você se atreve a levantar um processo contra ele, dizendo que ele não responde a nenhuma de suas acusasões? Deus fala, ora de um modo, ora de outro, mas as pessoas não prestam atenção. Ele fala em sonhos ou em visões noturnas, quando o torpor cai sobre o homem adormecido no leito. Então ele abre o ouvido do ser humano, segredando-lhe suas advertências, para afastar o homem do mal e evitar que se encha de orgulho. Dessa forma, ele impede que o homem desça ao túmulo e cruze a fronteira da morte" (Jó 33,13-18).

Deus conversou com o jovem rei Salomão através de um sonho, dizendo que pedisse o que quisesse (1Rs 3,4-15). Saul tinha reclamado porque Deus já não lhe falava em sonhos (1Sm 28,6 e 15).

No Novo Testamento, São José ficou com Nossa Senhora (Mt 1,19-21), foi para o Egito (Mt 2,13-15), voltou (Mt 2,19-21) e se dirigiu para Nazaré (Mt 2,22-23) unicamente acreditando nos sonhos. Os magos foram avisados em sonhos (Mt 1,12) para não voltarem a Herodes. Pilatos foi avisado por sua mulher para não se envolver com Jesus, porque ela tinha tido um sonho a respeito (Mt 27,18).

É preciso observar que a Bíblia não faz muita distinção entre sonhos e visões, diurnas ou noturnas. São sempre maneiras de Deus se manifestar particularmente às pessoas. Jacó é avisado em visão noturna para não ter medo de ir para o Egito (Gn 46,2ss). Balaão vê a glória de Israel em êxtase de olhos abertos e abençoa o povo (Nm 24,1ss). Deus chama Sa"Referia também dona Clara que uma vez, em visão, parecia que levava a São Francisco um vaso de água quente, com uma toalha para enxugar as mãos. E subia por uma escada alta: mas andava tão levemente como se caminhasse sobre terra plana. E quando chegou a São Francisco, o santo tirou de seu seio uma mama e disse à virgem Clara: “Vem, recebe e toma”. E tendo ela mamado, o santo a exortava a que mamasse mais uma vez; e quando ela mamou, aquilo que sugava era tão doce e agradável que não conseguiria explicar de nenhum modo. E depois que mamou, aquela coisa redonda, ou bico do seio, de onde sai o leite, ficou entre os lábios da bem-aventurada Clara; e ela pegou com as mãos aquilo que tinha ficado em sua boca, e lhe parecia que fosse ouro tão claro e lúcido que ela se enxergava inteira, como se fosse num espelho" 14.

A mesma santa Clara teve a visão ou sonho da noite de Natal, pela qual, aliás, foi declarada padroeira da televisão:

"Narrava ainda a sobredita dona Clara como, na noite do Natal do Senhor próximo passada, não podendo ela por grave enfermidade levantar-se da cama para ir à capela, as Irmãs foram todas às matinas segundo costume, deixando-a sozinha. Então a senhora disse suspirando: “Ó Senhor Deus, deixaram-me sozinha neste lugar”. Então começou de repente a ouvir os órgãos e responsórios e todo o ofício dos frades na igreja de São Francisco, como se lá estivesse presente" 15.

Outro caso muito interessante na vida de Santa Clara foi a experiência que teve numa sexta-feira santa:

"Tinha chegado, uma vez, o dia da Ceia santíssima... Pela tarde, aproximando-se a agonia de Cristo, Clara se encerrou, triste e aflita, no segredo da cela. E acompanhando em oração o Senhor em oração, sua alma, triste até a morte, se embebeu da angustiosa tristeza dele e a memória, pouco a pouco, compenetrou-se plenamente da prisão e de toda a humilhação: tanto que caiu atravessada sobre o leito. Ficou toda aquela noite e todo o dia seguinte tão absorta, tão fora de si mesma que, com os olhos ausentes, sempre fixa numa única visão, parecia cravada na cruz com Cristo e toda insensível..." 16.

É notável que, quando voltou a si, disse: "Bendito seja este sonho porque, depois de tanto o ter desejado, eu o recebi como um dom. Mas não conte nada deste sonho a ninguém enquanto eu viver neste corpo".

6. GRANDES PRINCÍPIOS

Para a finalidade deste nosso estudo, dentro de uma ampla consideração sobre a dimensão contemplativa e a vida da interioridade, creio que podemos limitar-nos a colocar alguns princípios bem gerais e fundamentais do conhecimento atual sobre os sonhos:

1.    Todo mundo sonha. Todas as noites. Faz parte de nossa natureza e até é necessário para o nosso equilíbrio, mesmo físico. Se algumas pessoas dizem que não sonham é porque não estão conseguindo lembrar os sonhos. Isso pode acontecer por diversos motivos, principalmente por não se dar valor aos sonhos. Em geral, deixamos de lado os sonhos porque falam uma linguagem simbólica, que nós não entendemos mais.

2.    Todo sonho vem para o bem. Não tem a finalidade de assustar ninguém e nem mesmo de enganar ninguém. E se repete, possivelmente com algumas variações, até a pessoa chegar a entender ou desistir de uma vez.

3.    Nem todos os sonhos têm o mesmo valor. Muitos não passam de pequenos ajustes de nossa vida quotidiana, contendo elementos dos dias anteriores ou mesmo dos proximamente posteriores. Os mais importantes são os que não conseguimos ligar aos fatos da vida. Nesse caso, precisamos considerar seu valor simbólico e estudar o significado mais perene que possam ter para nós.

4.    Em nossos sonhos aparece um sem número de personagens: pessoas, animais, objetos que podem falar, mesmo que não pronunciem palavras. Não são outras pessoas entrando em nossos sonhos. São personagens que representam aspectos interiores da nossa personalidade. Aí está sua grande possibilidade de nos ajudarem a nos conhecermos melhor e a melhorarmos nossa vida.

5.    Quando alguma coisa vem no sonho, é porque está madura para o nosso conhecimento. Em um tratamento psicológico comum, muitas vezes a grande dificuldade consiste em buscar e preparar o momento oportuno para o encontro com situações da interioridade. O sonho só traz algum tema à tona quando o inconsciente sabe que a pessoa está preparada para isso.

6.    A linguagem dos sonhos é sempre simbólica. Temos que aprender a conhecer os símbolos, mas é importante saber que eles são símbolos muito pessoais. A experiência de outras pessoas e o acervo da mitologia podem ajudar a interpretar os nossos símbolos, mas não podem substituir sem mais a nossa indagação pessoal. É preciso tomar cuidado com os "dicionários" de sonhos.

7. COMO TRABALHAR COM OS SONHOS

Para fazermos qualquer trabalho com os sonhos, precisamos poder recordá-los. A primeira recomendação é tomar nota. Deixar um caderno e uma caneta ao lado da cama ao ir dormir pode até ajudar a se preparar. Se possível, tomar nota assim que acordar, mesmo durante a noite. Anotar o dia e a hora. O dia pode até ser escrito antes de ir dormir. Também se pode usar um gravador. Logo de manhã, ou escrever anotando, ou rever a anotação deixando-a mais clara. Anotar todo e qualquer sonho. Às vezes, os que parecem mais sem sentido podem revelar-se os mais importantes. Sua linguagem não é a habitual.

A primeira recomendação é ir tomando nota das coisas que se repetem em todos ou em muitos sonhos. Comparar com os próprios sonhos ou com os de outras pessoas, inclusive com os da Bíblia. É interessantíssimo fazer comparações com episódios semelhantes da mitologia e da literatura, porque contêm a sabedoria multissecular de todos os povos. Tentar "ampliar" a história do sonho desenvolvendo alguns setores. Conversar com pessoas amigas, principalmente com pessoas intuitivas. Distinguir logo de início os sonhos que podem estar relacionados com acontecimentos do dia anterior ou do dia sucessivo de sonhos que não estão ligados a fatos próximos e por isso podem ter significado mais amplo.

Os sonhos de cada pessoa têm sua linguagem particular, embora haja muita coisa que combina ou coincide com a experiência dos outros. Ir anotando os episódios que mais se repetem. As palavras que mais se repetem. Os símbolos mais comuns. Tentar fazer um "dicionário" dos próprios símbolos. Só o tempo ensina cada um a ir entendendo cada vez melhor os próprios sonhos.

Um dos melhores recursos para trabalhar com os sonhos é o da "imaginação ativa", ensinada por Jung e seus discípulos. Há uma boa iniciação a esse método no livro A Chave do Reino Interior,de Robert Johnson, Editora Mercúryo.

É interessante aproveitar esse caminho para começar a cultivar o conhecimento e uso da linguagem simbólica justamente em um setor muito próprio em que ela sempre existiu, por mais que, pessoalmente, nos tenhamos deixado levar demais pela linguagem fria da lógica e da matemática.

Um campo muito interessante mas bastante novo seria esse de ver como dos dados de um sonho podem constituir um bom elemento para aprofundar a vida de oração. Podemos refletir sobre o valor simbólico dos anjos nos sonhos de São José, das armas e das cruzes, material dos sonhos de São Francisco. Tentar descobrir o significado de certos elementos dos próprios sonhos como a água, os animais, as cores, figuras de pai, mãe, irmãos, amigos, viajar, estar dentro ou fora de casa, etc. Outra boa idéia é ler, meditar, contemplar, a partir dos sonhos que podemos encontrar em profusão na Bíblia, nas biografias dos santos e especialmente na de São Francisco. E ir comparando com os nossos próprios sonhos.

Poderíamos recordar de início o comentário de São Boaventura sobre os sonhos de São Francisco: "É preciso aprender a partir das coisas visíveis para as invisíveis". Juntando isso que nos diz o Salmo 127, que "Deus dá ao seu amado enquanto dorme", idéia repetida no Evangelho quando comenta que o homem não sabe como a semente germina, e ela o faz mesmo que ele esteja dormindo, podemos acolher os sonhos como sementeiras de Deus. E tratar de cultivar as plantazinhas até que cresçam e dêem fruto.

Para isso é preciso se interrogar na oração sobre o que pode ter vindo de Deus como um chamado pessoal. Mesmo os sonhos relacionados com o quotidiano podem ter avisos ou admoestações do Pai do Céu. Mais ainda, parece, os sonhos de amplidão arquetípica, que podem falar nas profundidades do nosso ser. Um exemplo é dado pelo próprio São Francisco: ele costumava contar os sonhos aos irmãos para que o ajudassem a discernir o que vinha de Deus.

Um objetivo supremo da oração através dos sonhos será o de conhecermos o mais profundamente possível o nosso eu que escuta, que contempla, que dialoga com Deus. Penso que é muito importante não buscar nenhum sistema especial mas deixar que os sonhos falem, que se encaixem, que se sistematizem e que se desmanchem para começar tudo outra vez.

CONCLUSÃO

O mundo dos nossos desejos pessoais nasce na interioridade e temos um bom acesso a ele através dos nossos sonhos.

Nos sonhos entramos em contacto com os nossos desejos inconscientes, que vão muito mais longe que os desejos conscientes e podem ajudar a entendê-los.

No mesmo ambiente dos sonhos, já encontramos a fonte de nossos desejos pessoais em contacto com a fonte dos desejos dos outros que nos cercam e assistimos também ao choque entre esses desejos.

No universo dos sonhos, podemos perceber o valor coletivo de nossos sonhos pessoais.

A linguagem simbólica é ampla e muito usada por todos. Mas o que ela tem de pessoal está contido especialmente nos sonhos.

Na tradição dos mais diversos povos, e também dos santos, os sonhos são um elemento prático para entrar em contacto com o Espírito que fala pessoalmente em cada um.

SUGESTÕES PRÁTICAS

Comece a anotar os seus sonhos. Primeira tarefa: tente escrever de memória algum que já teve.

Procure trabalhar os seus sonhos destacando as diversas imagens que aparecem e que mais se repetem. Tente ver qual o seu valor de símbolo e o que podem insinuar.

Experimente fazer uma lista dos seus símbolos pessoais descobertos nos sonhos. Veja se eles são usados também em sua vida consciente e em seus desejos. Interrogue-os para saber de quê eles parecem ser uma metade visível.

Estude os sonhos de São Francisco e de Santa Clara tentando ver que papel tiveram em sua vida de oração com Deus. Que visão abriram para o seu universo.

ORAÇÃO

Eu vos agradeço, ó Pai, por essa janela aberta sobre a amplidão do espaço infinito de meu ser. Pelos meus sonhos, tenho certeza de que não vivo apenas a dimensão, já tão grande, do meu espaço e do meu tempo. Vou além.

Eu vos agradeço porque, enquanto durmo, além de me proporcionardes descanso e recuperação, ainda me esclareceis através de todas essas imagens que enxergo de olhos fechados, de todas essas distâncias que venço sem sentir.

Não tenho nenhuma necessidade de fugir do mundo de minhas responsabilidades, porque esse dos sonhos, mais rico em fantasia que qualquer imaginação, me faz aprofundar justamente o mundo real.

Eu vos agradeço por todas as prespectivas que me abristes, por todas as consolações que me trouxestes, por todo apôio e esclarecimento que fui encontrando, pouco a pouco, no mundo das imagens noturnas. Para mim, é como ter a vossa voz chegando através dos mensageiros que sobem e descem a escada do céu. Cuidais daquele a quem amais mesmo enquanto dorme. Em vossas mãos me abandono saciado como a criança que acabou de mamar (Salmo 130).

NOTAS

1 Cfr. Sanford, J., Os Sonhos e a Cura da Alma, Paulinas, São Paulo, 1988; p. 14.

2  Ibidem, p. 19 ss.

14 Processso de Canonização 3,29. Fontes Clarianas, p. 86-87.

15 Processo de Canonização 3,30. Fontes Clarianas p. 87.

16 Legenda de Santa Clara 31. Fontes p. 46, cfr. Processo de Canonização 3,25. Fontes p. 86.